Rota alterada

A exposição virtual, resultante de convocatória, apresenta 10 imagens que marcam diferentes olhares sobre os limites e reinvenções decorrentes das alterações impostas para a sociedade em decorrência da pandemia global de Covid19.

Nunca esteve tão nítido que tudo é uma construção social e histórica, decorrente da interação humana com o mundo a partir de nossas subjetividades individuais e como parte de um corpo social.

A situação que estamos vivendo a mais de um ano trouxe e segue gerando muitas reflexões sobre estar aqui.  No início, ainda sem uma noção da dimensão que a pandemia global alcançaria, fomos cercados de incertezas, receios, e até saudades antecipadas por não saber quanto tempo ficaríamos em isolamento.

De repente o encontro, o toque e o abraço, gestos de afeto, passaram a nos causar medo. O corpo individual físico e subjetivo passa a ser obrigado a conviver com o micro, enquanto percebe que depende de um corpo coletivo que se mostra fragmentado.

Nos constituímos no coletivo. Como sermos inteiros com e apesar de um isolamento social que desnudou uma outra distância que se revela a partir das desigualdades econômicas, sociais, habitacionais, geográficas etc.? Seguimos buscando entender e encontrar a direção.

Esses são alguns questionamentos que as fotografias, documentos desta “rota alterada”, manifestam a partir do olhar de autoria de Bel, Celso Peixoto, Flávio Tin, Hugo Takemoto, Kaká Corrêas, Marcello Sokal, Mateus Branco, Nestor Varela, Thainara Giraldi e Viégas, e seleção curatorial de Lucila Horn, Marcelo Fernandes e Sarah Uriarte.

Viégas, Pula pula da Lara, 2020.
Viégas, Pula pula da Lara, 2020.

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Mateus Branco, Vorteada na égua baia, 2017.
Mateus Branco, Vorteada na égua baia, 2017.

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Flávio Tin, Fique em casa, 2020.
Flávio Tin, Fique em casa, 2020.

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Viégas, Pula pula da Lara, 2020.
Viégas, Pula pula da Lara, 2020.

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